
DOENÇAS

As verrugas anais se apresentam como pequenas elevações de pele, isoladas ou agrupadas, podendo lembrar uma “couve-flor” em casos mais avançados. Ao contrário do que muitos pensam, elas nem sempre causam dor — o que faz com que muitas pessoas demorem a perceber que têm a infecção.
O HPV é o vírus mais comum entre as infecções sexualmente transmissíveis no mundo. De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), mais de 300 milhões de pessoas convivem com infecção ativa por HPV genital ao redor do globo. No Brasil, o Ministério da Saúde estima que o HPV afete cerca de 630 mil novas pessoas a cada ano.
O HPV possui mais de 200 variantes identificadas. Para a região anogenital, dois grupos importam especialmente:
Por isso, qualquer lesão na região anal deve ser avaliada por um(a) proctologista — a distinção entre os tipos e o estadiamento das lesões é feita clinicamente e, quando necessário, com biópsia.


Homens que fazem sexo com homens (HSH), especialmente os que praticam sexo anal receptivo, formam o grupo com maior incidência de câncer anal associado ao HPV. O rastreamento periódico com anuscopia de alta resolução e citologia oncótica anal é fortemente recomendado pelas diretrizes da Sociedade Brasileira de Coloproctologia (SBCP) e da American Society of Colon and Rectal Surgeons (ASCRS) para esse grupo.
Durante a consulta, a Dra. Andrea realiza a inspeção visual cuidadosa da região perianal e, quando necessário, do canal anal. Lesões externas geralmente são identificadas nessa etapa. O exame é conduzido com toda a privacidade e respeito — o objetivo é acolher, não constranger.
A anuscopia é um exame simples e rápido que permite visualizar o interior do canal anal com o auxílio de um pequeno instrumento (anuscópio) e de uma fonte de luz. É fundamental para identificar lesões internas que não são visíveis durante a inspeção externa. Leia mais sobre esse exame em nosso artigo: Quando fazer uma anuscopia?
Quando há dúvida sobre a natureza da lesão — especialmente se ela parecer endurecida, irregular ou não responder ao tratamento habitual —, a biópsia pode ser indicada. O fragmento retirado é enviado ao laboratório de anatomia patológica para análise histológica. Esse procedimento também identifica lesões precursoras de câncer anal (NIA — Neoplasia Intraepitelial Anal).

Não existe tratamento que elimine definitivamente o HPV do organismo — o objetivo é remover as lesões visíveis, reduzir a carga viral e estimular a resposta imune local. A escolha do método é personalizada para cada paciente.
| Tratamento | Como funciona | Indicação principal | Recuperação |
|---|---|---|---|
| Cauterização Química | Aplicação de ácido tricloroacético (ATA) ou podofilina diretamente sobre a lesão, que destrói o tecido anormal | Lesões pequenas a médias, externas; pode ser realizada no consultório | Leve ardência por 24–48h; sem internação |
| Eletrocauterização | Corrente elétrica de alta frequência que destrói e coagula o tecido da verruga | Lesões individuais ou múltiplas, de qualquer tamanho; alta precisão | Desconforto leve a moderado; retorno às atividades em poucos dias |
| Cirurgia a Laser | Feixe de laser de CO₂ vaporiza as lesões com altíssima precisão e mínimo dano ao tecido saudável | Lesões extensas, internas ou refratárias; preferida pela Dra. Andrea pela recuperação mais rápida | Pós-operatório mais confortável; cicatrização mais rápida vs. cirurgia convencional |
| Exérese (excisão cirúrgica) | Remoção cirúrgica das lesões com bisturi; permite envio da peça para análise histológica | Lesões com suspeita de malignidade; lesões pediculadas isoladas | Pós-operatório padrão; anestesia local ou sedação |
| Cirurgia Convencional | Abordagem cirúrgica clássica para remoção de condilomas volumosos ou em áreas específicas | Lesões muito extensas ou recidivadas após outros métodos | Recuperação de 7 a 14 dias dependendo da extensão |
A abordagem da Dra. Andrea é sempre individualizada. Sua filosofia clínica é oferecer tratamentos minimamente invasivos que tragam o maior conforto possível ao paciente. Na prática, isso significa que a cauterização química e a eletrocauterização são preferidas para lesões iniciais, enquanto o laser é indicado com frequência para casos mais extensos pela sua precisão e recuperação mais rápida.
A vacina quadrivalente (Gardasil) ou nonavalente protege contra os tipos 6, 11, 16 e 18, entre outros, do HPV e é considerada a principal medida preventiva disponível. No Brasil, o Programa Nacional de Imunizações (PNI) oferece gratuitamente a vacinação para meninas de 9 a 14 anos e meninos de 11 a 14 anos. Fora dessa faixa, a vacina pode ser adquirida nas clínicas de vacinação. A imunização não elimina infecções já existentes, mas protege contra novos subtipos.

Você deve agendar uma consulta se:
MITO “Verruga anal só aparece em quem pratica sexo anal receptivo.”Falso. O HPV pode ser transmitido por qualquer contato genital, incluindo sexo vaginal, oral e manual. Qualquer pessoa sexualmente ativa pode desenvolver codiloma perianal, independentemente da prática sexual.
MITO “Se não tem verruga visível, não tem HPV.”Falso. O vírus pode permanecer latente por meses ou anos sem causar lesões visíveis — e ainda assim ser transmitido. Por isso, o rastreamento periódico é essencial mesmo na ausência de sintomas.
VERDADE “O preservativo reduz, mas não elimina 100% o risco.”Correto. O preservativo é muito eficaz, mas o HPV pode estar presente em áreas não cobertas por ele (pele perigenital e perianal). Mesmo usando camisinha, a vacinação e o rastreamento são necessários.
MITO “Verruga anal sempre vira câncer.”Falso. Os tipos de HPV que causam a grande maioria das verrugas visíveis (6 e 11) são de baixo risco oncogênico. O câncer anal está associado principalmente aos tipos 16 e 18, que raramente causam condilomas visíveis. A evolução para câncer é possível, mas não é a regra — especialmente com tratamento adequado.
VERDADE “Após o tratamento, a verruga pode voltar.”
Correto. O tratamento remove as lesões visíveis, mas não elimina o vírus do organismo. Recidivas podem ocorrer, especialmente no primeiro ano após o tratamento. O acompanhamento periódico com a proctologista é fundamental para identificar e tratar novos surtos precocemente.


CRM 145440 – RQE 73941/69060 | Coloproctologista – São Paulo, SP
Médica coloproctologista especializada no diagnóstico e tratamento clínico e cirúrgico das doenças que afetam o intestino grosso, o reto e o ânus. Sua abordagem é marcada pelo acolhimento, pela escuta ativa e pela escolha preferencial de tratamentos minimamente invasivos — priorizando sempre o conforto e a qualidade de vida de cada paciente.
Leia mais sobre o assunto, e tire todas as suas dúvidas.



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A Dra. Andrea Pecci CRM 145440 – RQE 73941/69060 é médica proctologista em São Paulo, especializada em tratar de forma clínica e cirúrgica as doenças que afetam o intestino grosso, reto e ânus.
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