
DOENÇAS

Hemorroidas são estruturas vasculares normais do canal anal que, quando inflamam ou dilatam excessivamente, causam sintomas como sangramento, dor e prolapso. O tratamento varia de mudanças de hábito a procedimentos ambulatoriais minimamente invasivos, dependendo do grau da doença.
Hemorroida é uma estrutura formada por coxim vascular presente no canal anal e no reto inferior. Essas estruturas existem em todas as pessoas e ajudam no controle fino da continência fecal; o problema surge quando ficam congestionadas, inflamadas ou deslocadas de sua posição normal.
De acordo com as diretrizes da Sociedade Brasileira de Coloproctologia (SBCP) e da American Society of Colon and Rectal Surgeons (ASCRS), as hemorroidas podem ser classificadas em dois tipos principais:
Uma mesma pessoa pode apresentar os dois tipos simultaneamente, chamadas de hemorroidas mistas.
É importante entender que o termo “hemorroida” costuma ser usado de duas formas: como o nome da estrutura anatômica normal (o coxim vascular presente em todo ser humano) e como o nome popular da doença (quando essa estrutura inflama e causa sintomas). Tecnicamente, o correto seria falar em “doença hemorroidária”, mas no dia a dia da consulta o termo “hemorroida” é usado para descrever o quadro sintomático, e é assim que este texto o utiliza a partir daqui.
Essa distinção importa porque explica por que o objetivo do tratamento não é “eliminar” algo que não deveria existir, mas sim controlar a inflamação, reduzir o volume do tecido dilatado e restaurar o conforto e a função anal — preservando, sempre que possível, a estrutura original que cumpre um papel na continência.

O sintoma mais característico da hemorroida é o sangramento vermelho vivo ao evacuar, geralmente indolor quando a origem é interna. Outros sinais variam conforme o grau e o tipo da doença.
Nesses casos, a orientação da SBCP e do Ministério da Saúde é buscar avaliação médica com brevidade.
Sintomas como sangramento, dor e coceira também podem estar presentes em fissuras anais, plicomas, abscessos, doença inflamatória intestinal (DII) ou pólipos, o que torna a avaliação médica indispensável antes de qualquer autodiagnóstico. Um sinal que costuma ajudar na diferenciação, mas que não substitui o exame, é o padrão da dor: a fissura anal tende a causar dor em queimação durante e logo após a evacuação, enquanto a hemorroida trombosada costuma causar dor constante, associada a um caroço endurecido e sensível ao toque. Ainda assim, apenas o exame proctológico define com segurança a causa dos sintomas.
O sangramento anal também pode ocorrer em doenças inflamatórias intestinais (como retocolite ulcerativa ou doença de Crohn) — condições que exigem manejo específico, conforme abordado pelo GEDIIB (Grupo de Estudos da Doença Inflamatória Intestinal do Brasil). Por isso, a avaliação médica é essencial para o diagnóstico correto.

A hemorroida surge principalmente do aumento sustentado da pressão sobre as veias do canal anal, que provoca dilatação e, com o tempo, inflamação desses vasos.
Os mecanismos mais associados ao desenvolvimento da doença incluem:
Os coxins vasculares do canal anal funcionam como pequenas “almofadas” que se enchem e esvaziam de sangue para ajudar a manter o fechamento completo do ânus. Quando a pressão dentro do abdome aumenta repetidamente — como acontece a cada esforço evacuatório em quadros de constipação — o retorno do sangue venoso dessa região fica dificultado. Com o tempo, os vasos se dilatam, o tecido de sustentação ao redor deles enfraquece e a estrutura pode deslizar para baixo, resultando no que se chama clinicamente de prolapso. Esse processo é gradual, o que explica por que a doença costuma evoluir por graus, do mais leve ao mais avançado, quando não tratada.
Além das causas diretas, alguns fatores aumentam a predisposição a desenvolver a doença hemorroidária.
O diagnóstico da hemorróida é primariamente clínico, feito por meio de anamnese detalhada e exame proctológico. Exames complementares podem ser solicitados para descartar outras causas de sangramento.
Anamnese: histórico de sintomas, hábito intestinal, antecedentes familiares
Inspeção e toque retal: avaliação da região anal e do canal anal
Anuscopia: exame com aparelho específico que permite visualizar diretamente as hemorroidas internas e classificar seu grau
Em pacientes acima de 45-50 anos, com sangramento atípico, alteração recente do hábito intestinal, perda de peso inexplicada ou histórico familiar de câncer colorretal, a Dra. Andrea Pecci pode solicitar uma colonoscopia para descartar outras causas do sangramento, já que sintomas semelhantes podem ocorrer em pólipos, fissuras, doenças inflamatórias intestinais ou, mais raramente, tumores. A recomendação está alinhada com as diretrizes da Associação Médica Brasileira (AMB) e da ASCRS para investigação de sangramento digestivo baixo.
⚠️ Sangramento anal nunca deve ser atribuído automaticamente à hemorroida sem avaliação médica.
A classificação mais usada, reconhecida pela SBCP e pela ASCRS, divide a hemorroida interna em quatro graus, conforme o grau de prolapso:
Grau I: sangra, mas não prolapsa
Grau II: prolapsa durante o esforço evacuatório, mas retorna espontaneamente
Grau III: prolapsa e precisa ser reduzida manualmente pelo paciente
Grau IV: prolapso permanente, não redutível
Essa classificação orienta diretamente a escolha do tratamento mais adequado.

Quais complicações a hemorroida pode causar se não for tratada?
Na maioria dos casos a hemorroida não é uma doença grave, mas quando negligenciada por longos períodos pode gerar complicações que afetam significativamente a qualidade de vida.
Trombose hemorroidária: formação de coágulo dentro da hemorroida externa, causando dor intensa e súbita
Anemia: em casos de sangramento crônico e recorrente
Prolapso irredutível: saída permanente de tecido pelo ânus, com risco de estrangulamento
Impacto psicológico e social: desconforto, vergonha e adiamento de atividades cotidianas por medo ou constrangimento
Além disso, adiar a consulta pode atrasar o diagnóstico de outras condições que mimetizam os sintomas da hemorroida, como fissuras anais, pólipos ou neoplasias.
Quais são os tratamentos para a hemorroida?
O tratamento da hemorroida é escolhido de acordo com o grau da doença, a intensidade dos sintomas e o impacto na qualidade de vida do paciente, seguindo evidências reconhecidas pela literatura de coloproctologia. A Dra. Andrea Pecci prioriza, sempre que clinicamente indicado, abordagens minimamente invasivas antes de considerar a cirurgia, reduzindo dor, tempo de recuperação e afastamento das atividades do paciente.
Tratamento medicamentoso (para casos leves)
Para hemorroidas grau I e para alívio de sintomas em qualquer grau, a Dra. Andrea pode recomendar uma combinação de medidas clínicas:
Pomadas tópicas: aliviam a dor, a coceira e a inflamação local. Devem ser usadas com orientação médica, pois o uso prolongado sem supervisão pode mascarar sintomas de outras condições.
Medicamentos orais: analgésicos e anti-inflamatórios para controle da dor; flebotônicos (como diosmina e hesperidina) que melhoram o tônus venoso e reduzem a congestão local.
Banhos de assento: com água morna, ajudam a reduzir o desconforto e a inflamação.
Mudanças no estilo de vida: aumento da ingestão de fibras e água para amolecer as fezes, redução do esforço evacuatório e evitação de tempo prolongado no vaso sanitário.
Esse tipo de conduta trata os sintomas e pode ser suficiente para graus iniciais, mas geralmente não elimina a hemorroida já formada em graus mais avançados.
Procedimentos ambulatoriais minimamente invasivos
Para hemorroidas internas graus I, II e parte do III, a SBCP e a ASCRS reconhecem procedimentos ambulatoriais como primeira linha de tratamento definitivo. A Dra. Andrea realiza esses procedimentos no consultório, sem necessidade de internação, com recuperação rápida e baixo risco de complicações.
Ligadura elástica
É o procedimento mais utilizado para tratar hemorroidas internas que sangram ou que se projetam para fora durante a evacuação. O médico utiliza um dispositivo que dispara uma pequena borrachinha na base da hemorróida, interrompendo o fluxo sanguíneo local. Com a circulação interrompida, o tecido hemorroidário necrosa e se desprende espontaneamente, geralmente em até uma semana.
Como é feito: o procedimento é realizado em consultório, com o paciente posicionado de lado ou em posição ginecológica. O médico insere um anuscópio e, com o auxílio do ligador, posiciona o elástico.
Dói? A ligadura é feita acima da linha pectínea, região com pouca inervação dolorosa, portanto o procedimento costuma causar pouco ou nenhum desconforto. A maioria dos pacientes não precisa de anestesia.
Recuperação: o retorno às atividades habituais ocorre em poucos dias. Pode haver uma sensação de peso ou sangramento leve nos dias seguintes, o que é normal. A hemorroida cai em cerca de uma semana.
Riscos: baixos. Podem incluir sangramento leve, dor passageira ou, raramente, infecção.
Laser de CO₂
O laser de CO₂ é mais indicado para remoção de plicomas (pequenas peles ao redor do ânus que podem causar incômodo estético ou dificuldade de higiene). Trata-se de um procedimento minimamente invasivo, realizado em consultório, com rápida recuperação e pouca ou nenhuma dor após o procedimento.
Embora o laser não seja o tratamento de primeira linha para hemorroidas internas, a Dra. Andrea oferece esse recurso para o manejo de lesões perianais associadas, sempre avaliando a indicação caso a caso.
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Plicoma Anal — o que é e quando tratar
Tratamento cirúrgico (Hemorroidectomia)
A hemorroidectomia é o procedimento cirúrgico indicado para hemorroidas grau III avançado e grau IV, casos de trombose recorrente ou falha dos tratamentos anteriores. Envolve a remoção completa das hemorroidas através de incisões na região anal.
A Dra. Andrea indica a cirurgia apenas quando realmente necessária — quando tratamentos menos invasivos não são eficazes ou quando a anatomia da doença não permite outra abordagem. Embora a recuperação possa levar algumas semanas e a dor pós-operatória seja maior do que nos procedimentos ambulatoriais, a hemorroidectomia oferece resultados duradouros e alta eficácia, com baixas taxas de recorrência quando bem indicada. Existem técnicas cirúrgicas modernas que ajudam a reduzir o desconforto, como a hemorroidectomia com fechamento parcial ou desarterialização ou pexia da hemorroida, e a Dra. Andrea orienta cada paciente sobre o que esperar em cada fase da recuperação.
💡 A indicação do tratamento ideal deve ser sempre individualizada.
A comparação entre as opções apresentadas aqui é geral; apenas a avaliação presencial define a melhor conduta para cada caso.
Como prevenir hemorróidas?
A prevenção da hemorroida está diretamente ligada a hábitos intestinais e de vida saudáveis, que reduzem a pressão sobre as veias anais.
Medidas de prevenção primária
Consumir dieta rica em fibras (frutas, verduras, cereais integrais e leguminosas)
Manter boa hidratação ao longo do dia
Praticar atividade física regularmente
Evitar esforço excessivo durante a evacuação
Não adiar a vontade de evacuar
Reduzir o tempo sentado no vaso sanitário, evitando o uso de celular nesse momento
Prevenção secundária (para quem já teve hemorroida)
Manter o intestino regulado para evitar recidivas
Retornar ao proctologista para acompanhamento periódico
Tratar precocemente qualquer novo sintoma, evitando a progressão para graus mais avançados
O papel da alimentação no controle da hemorroida
Como o esforço evacuatório é um dos principais gatilhos da doença, a consistência das fezes é um fator central. Fezes muito endurecidas exigem mais esforço; fezes muito líquidas, por outro lado, também podem irritar a região e piorar sintomas. O ideal, segundo as recomendações gerais de saúde intestinal, é buscar um equilíbrio por meio de fibras solúveis e insolúveis, presentes em frutas com casca, verduras, aveia, feijão e outras leguminosas, sempre acompanhadas de ingestão adequada de água — sem a água, o aumento de fibras pode até piorar a constipação.

É recomendável agendar uma consulta com a Dra. Andrea Pecci diante de qualquer um dos seguintes sinais.
Sangramento anal, mesmo que discreto ou esporádico
Dor anal persistente ou de início súbito
Presença de caroço ou saliência que não desaparece
Coceira anal persistente sem causa aparente
Alteração recente do hábito intestinal associada a esses sintomas
⚠️ Sangramento anal nunca deve ser considerado “normal” ou atribuído automaticamente à hemorroida sem confirmação médica, pois pode ser sinal de outras condições que exigem diagnóstico diferencial.
MITO “Hemorroida é sempre causada por comida apimentada.”
Verdade: Alimentos apimentados podem irritar sintomas já existentes, mas não são causa comprovada de hemorroida. A causa principal é o aumento da pressão sobre as veias anais, geralmente por esforço evacuatório ou constipação.
MITO “Só pessoas mais velhas têm hemorroida.”
Verdade: A doença pode ocorrer em qualquer faixa etária, sendo comum inclusive na gravidez e em adultos jovens. A idade é um fator de risco, mas não o único.
MITO “Hemorroida sempre precisa de cirurgia.”
Verdade: A maioria dos casos é resolvida com mudança de hábitos ou procedimentos ambulatoriais minimamente invasivos, como a ligadura elástica. A cirurgia é reservada para os casos mais graves ou quando outras opções falham.
MITO “Sangramento anal é sempre hemorroida.”
Verdade: O sangramento anal deve sempre ser avaliado, pois pode ter outras causas — como fissuras, pólipos, doenças inflamatórias intestinais ou, mais raramente, neoplasias. Nunca atribua sangramento à hemorroida sem confirmação médica.
MITO “Hemorroida é assunto vergonhoso e não deve ser discutido com o médico.”
Verdade: É uma condição extremamente comum e tratável. Falar abertamente sobre os sintomas é o primeiro passo para o tratamento adequado. A Dra. Andrea acolhe os pacientes com respeito e sem julgamento.
MITO “Pomadas curam hemorroida definitivamente.”
Verdade: Pomadas aliviam os sintomas, mas geralmente não eliminam a hemorroida já formada em graus mais avançados. O tratamento definitivo pode exigir procedimentos como a ligadura elástica ou, em casos específicos, cirurgia. O uso prolongado de pomadas sem orientação médica pode mascarar sintomas e atrasar o diagnóstico correto.

CRM 145440 – RQE 73941/69060 | Coloproctologista – São Paulo, SP
Médica coloproctologista especializada no diagnóstico e tratamento clínico e cirúrgico das doenças que afetam o intestino grosso, o reto e o ânus. Sua abordagem é marcada pelo acolhimento, pela escuta ativa e pela escolha preferencial de tratamentos minimamente invasivos — priorizando sempre o conforto e a qualidade de vida de cada paciente.
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A Dra. Andrea Pecci CRM 145440 – RQE 73941/69060 é médica proctologista em São Paulo, especializada em tratar de forma clínica e cirúrgica as doenças que afetam o intestino grosso, reto e ânus.
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