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Plicoma Anal - O que é, Causas e Cirurgias

plicoma anal dra andrea pecci proctologista em são paulo

Também chamado de pelinha no ânus, caroço no ânus, prega anal, skin tag anal ou simplesmente pele sobrando no ânus, o plicoma anal é uma dobra de pele benigna que surge na região perianal — e que gera dúvidas (e não raro, preocupações desnecessárias) em quem a descobre. Se você chegou aqui perguntando “o que é aquela pelinha no ânus” ou “tenho um caroço mole perto do ânus”, está no lugar certo.

Você sabia? Segundo dados da Sociedade Brasileira de Coloproctologia (SBCP), doenças anorretais estão entre as queixas mais frequentes na prática médica de adultos — e o plicoma anal é uma das lesões benignas perianais mais vistas em consultório de coloproctologia, frequentemente associado a episódios prévios de hemorroidas ou fissura anal.

A boa notícia é que o plicoma anal não é perigoso, não vira câncer e, na maioria das vezes, não precisa de tratamento cirúrgico imediato. Mas entendê-lo é fundamental para saber quando ele merece atenção e o que esperar de cada opção de tratamento.

Neste guia completo, a Dra. Andrea Pecci — coloproctologista em São Paulo, com residência médica na Santa Casa de Misericórdia e pós-graduação no St. Marks Hospital (Reino Unido), referência mundial em coloproctologia — explica tudo o que você precisa saber sobre o plicoma anal, em linguagem acessível e baseada em evidências.

O que é o plicoma anal (pelinha no ânus)?

O plicoma anal é uma dobra de pele benigna — mole, indolor e sem irrigação própria retirar — que se forma na borda do ânus como consequência de alguma inflamação ou processo cicatricial anterior na região perianal.

Em linguagem simples: é um excesso de pele. Ele não é uma veia, não é um tumor, não é uma verruga e não é contagioso. Trata-se de tecido cutâneo normal que, após um episódio de inflamação, ficou “sobrando” na borda anal. Por isso os nomes populares fazem sentido: pele sobrando no ânus, fimbrinha anal ou o termo em inglês anal skin tag.

O plicoma pode ser único ou múltiplo, pequeno (alguns milímetros) ou volumoso (chegando a centímetros), e costuma ter a mesma cor da pele ao redor. Em condições normais, não dói, não sangra e não infecciona. Quando esses sinais aparecem, geralmente indicam outra condição associada — como uma hemorroida por baixo do plicoma ou uma fissura anal próxima.

Plicoma anal é a mesma coisa que hemorroida?

Não. Essa é uma das confusões mais comuns — e é totalmente compreensível, porque as duas condições aparecem na mesma região e muitas vezes coexistem. A diferença fundamental: hemorroida é um coxim vascular que pode dilatar (e pode causar dor, sangramento e inchaço); plicoma é apenas pele (sem veia, sem sangue, sem inflamação própria). Um pode originar o outro, mas são estruturas diferentes. A página sobre hemorroidas explica mais sobre essa condição.

Por que o plicoma anal aparece? Quais são as causas?

O plicoma anal não surge do nada. Ele é sempre a memória de uma inflamação anterior na região perianal. As causas mais frequentes são:
  • Episódios de hemorroidas externas ou internas inflamadas: quando a hemorroida inflamada regride, parte do tecido estirado pode não retornar ao estado original, deixando uma dobra de pele.
  • Fissura anal: ferida na borda do ânus que, ao cicatrizar repetidamente, pode formar um plicoma — o chamado plicoma sentinela (veja seção abaixo).
  • Cirurgias ou procedimentos anais anteriores: hemorroidectomia, cauterização ou outros procedimentos perianais podem deixar dobras de pele como sequela.
  • Gravidez e parto: a pressão exercida na região pélvica durante a gestação e o esforço do parto vaginal são fatores predisponentes frequentemente relatados.
  • Constipação intestinal crônica: o esforço repetido ao evacuar sobrecarrega o tecido perianal e favorece o aparecimento de lesões que, ao cicatrizar, podem formar plicomas.
  • Trauma ou irritação crônica: atrito repetido, uso excessivo de papel higiênico, higiene agressiva ou produtos irritantes na região anal.
  • Episódios de hemorroidas externas ou internas inflamadas: quando a hemorroida inflamada regride, parte do tecido estirado pode não retornar ao estado original, deixando uma dobra de pele.

O que é o plicoma sentinela e qual a sua relação com a fissura anal?

O plicoma sentinela é um tipo específico de plicoma que se forma na borda inferior de uma fissura anal crônica. Ele recebe esse nome porque funciona como um “vigia” — sua presença é um sinal indireto de que existe uma fissura ativa ou em processo de cronificação logo acima dele.

Clinicamente, o plicoma sentinela é importante porque, ao tratarmos a fissura anal, é comum que o plicoma também regrida ou precise ser removido junto — do contrário, pode dificultar a higiene e manter irritação local. Se você tem um plicoma associado a dor ao evacuar ou ardência depois que vai ao banheiro, é fundamental investigar se há uma fissura subjacente.

Infográfico com as principais causas do plicoma anal: hemorróida, fissura anal, gravidez, cirurgia perianal

Quais são os sintomas do plicoma anal?

O plicoma anal, por si só, não causa dor, sangramento nem inflamação. O principal "sintoma" é a presença visual de uma dobra de pele mole na borda do ânus.

Quando há incômodo, ele costuma ser indireto — causado pelo volume do plicoma ou por condições associadas. Os mais relatados pelos pacientes são:
  • Sensação de “algo estranho” ou “pele sobrando” na região anal — principalmente ao se limpar ou ao sentar.
  • Dificuldade de higiene: plicomas maiores criam dobras que acumulam resíduos fecais, podendo gerar irritação, coceira ou odor.
  • Desconforto ao sentar por longos períodos — especialmente em plicomas volumosos ou múltiplos.
  • Atrito com roupas: em certas posições ou com roupas mais justas, o plicoma pode ser pressionado e causar irritação local.
  • Preocupação estética ou emocional: muitos pacientes buscam tratamento por incômodo visual, o que também é um motivo legítimo e respeitado.
Sinais de alerta que NÃO pertencem ao plicoma em si: se a região estiver sangrando, com dor intensa, muito inchada ou com secreção, esses são sintomas de outra condição (hemorroida trombosada, fissura anal, abscesso ou outra lesão) que pode estar associada ao plicoma — e exigem avaliação médica com mais urgência.

O plicoma anal pode virar câncer?

Não. O plicoma anal é uma lesão 100% benigna e não tem potencial de transformação maligna. Ele é formado exclusivamente por pele normal — o mesmo tecido que reveste o resto do corpo — sem nenhum componente que o predisponha ao câncer.

Essa é uma das dúvidas mais frequentes no consultório. A confusão ocorre porque o plicoma pode visualmente lembrar outras lesões perianais que, essas sim, merecem investigação — como o condiloma acuminado (verruga anal), que tem relação com o HPV e, em alguns casos, pode evoluir. Mas plicoma e condiloma são estruturas completamente diferentes (veja a tabela comparativa na próxima seção).

Se uma lesão perianal muda de cor, cresce rapidamente, sangra espontaneamente ou tem aspecto irregular, é fundamental avaliação especializada — não para diagnosticar o plicoma em si, mas para descartar outras condições que possam estar presentes ao mesmo tempo.

Como o médico diagnostica o plicoma anal?

O diagnóstico do plicoma anal é clínico — feito durante a consulta, com um exame físico simples da região perianal, sem necessidade de exames de imagem ou laboratoriais na maioria dos casos. A Dra. Andrea Pecci avalia a aparência, a consistência e a localização da lesão, além de investigar o histórico do paciente (episódios anteriores de hemorroidas, fissuras, cirurgias, queixas intestinais).

Em alguns casos, pode ser indicada uma anuscopia — exame que avalia o interior do canal anal — para verificar se há outras condições associadas (hemorroidas internas, fissura, etc.). O procedimento é rápido e realizado no próprio consultório.

Plicoma, hemorróida ou verruga anal? Como diferenciar?

As três condições são frequentemente confundidas por pacientes — e cada uma tem causa, tratamento e prognóstico diferentes. A tabela abaixo resume as principais diferenças:

CaracterísticaPlicoma AnalHemorroida Externa / InternaCondiloma Acuminado (Verruga Anal)
O que éDobra de pele benignaVeia dilatada sob a peleLesão causada pelo vírus HPV
CausaInflamação prévia, fissura, cirurgia, partoPressão venosa aumentada, constipação, genéticaContato com HPV (sexual ou não)
AspectoPele mole, flácida, cor da pele ao redorProtuberância azulada/arroxeada, tensa (se trombosada)Lesões em “couve-flor”, ásperas, múltiplas
Dói?Geralmente nãoPode doer muito (trombosada)Geralmente não, mas pode coçar
Sangra?NãoPode sangrarRaramente
ContágioNão contagiosoNão contagiosoContagioso (DST/IST)
Risco de malignizaçãoNenhumNenhum (por si só)Sim  (HPV de alto risco)
Tratamento preferencialObservação ou remoção cirúrgica (laser CO2)Medicação, ligadura elástica ou cirurgiaEletrocauterização, laser ou cauterização química

Privacidade e acolhimento: Sabemos que dúvidas sobre a região anal envolvem uma camada de constrangimento que muitas vezes adia a busca por ajuda médica. No consultório da Dra. Andrea Pecci, todas as consultas acontecem em ambiente sigiloso, sem julgamentos, com escuta ativa e respeito à individualidade de cada paciente. Você pode e deve falar abertamente sobre o que está sentindo.

Quais são as opções de tratamento para o plicoma anal?

A decisão sobre tratar (ou não) o plicoma anal é sempre individualizada — e deve considerar o incômodo real que ele causa, seu tamanho, sua localização e as preferências do paciente. Não existe tratamento “padrão obrigatório” para todos os casos.

É possível tratar o plicoma anal sem cirurgia?

Sim. Plicomas pequenos, assintomáticos e que não atrapalham a higiene geralmente não precisam de nenhuma intervenção — apenas acompanhamento e cuidados locais. As medidas não cirúrgicas incluem:

  • Higiene adequada: lavagem cuidadosa com água morna e sabão neutro após evacuar, secagem delicada (sem esfregar).
  • Roupas folgadas de algodão: reduzem o atrito e evitam irritação local.
  • Dieta rica em fibras e boa hidratação: regularizam o trânsito intestinal e reduzem o esforço evacuatório que pode agravar o quadro.
  • Pomadas calmantes ou hidratantes específicas para a região anal: sob orientação médica, podem aliviar eventual irritação.

Importante: nenhuma dessas medidas elimina o plicoma existente. Elas apenas evitam complicações e melhoram o conforto. Cremes, pomadas ou “produtos naturais” comprados sem prescrição não reduzem plicomas — essa é uma crença sem base clínica.

Quando a cirurgia para plicoma anal é indicada?

A remoção cirúrgica é recomendada quando o plicoma:

  • É volumoso e compromete a higiene perianal;
  • Causa atrito, irritação ou desconforto frequente;
  • Está associado a uma fissura anal ativa (plicoma sentinela) que também precisa de tratamento;
  • Gera impacto significativo na qualidade de vida ou na autoestima do paciente;
  • Possui aspecto duvidoso que exige confirmação diagnóstica (nesse caso, o material removido é enviado para análise anatomopatológica).

 

Leia mais no artigo: Plicoma Anal: Quando a Cirurgia é Recomendada?

Cirurgia convencional x Laser de CO2: qual a diferença?

Existem duas abordagens cirúrgicas principais para a remoção do plicoma anal. No consultório da Dra. Andrea Pecci, a opção preferencial — sempre que o caso permite — é a cirurgia a laser de CO2, por oferecer vantagens significativas de conforto e recuperação para o paciente.

CritérioCirurgia Convencional (bisturi)Laser de CO2 / Preferência da Dra. Andrea Pecci
LocalCentro cirúrgico Consultório ou centro cirúrgico
AnestesiaSedação e raquianestesiaLocal com o sem sedação
Duração30–60 minutos30–60 minutos
SuturaGeralmente necessáriaGeralmente não necessária
Dor pós-operatóriaModeradaMenor (menor trauma tecidual)
Recuperação6-8 semanas para cicatrização completaMais rápida (cicatrização acelerada) 4 a 6 semanas
Alta hospitalarMesmo dia Mesmo dia (ambulatorial)
SangramentoMaiorMínimo (laser coagula ao remover)
Nível de evidênciaTécnica consagrada, ampla literaturaTécnica moderna, evidências crescentes de vantagem em conforto pós-operatório

Saiba mais em: Cirurgia a Laser para Plicoma Anal e Cirurgia a Laser para Plicoma Anal: Recuperação Rápida e Eficaz.

Equipamento de laser CO2 remoção minimamente invasiva de plicoma anal em consultório, em São Paulo

Como é a recuperação após a retirada do plicoma anal?

A recuperação varia de acordo com a técnica utilizada, o número e o tamanho dos plicomas removidos. No geral, a maioria dos pacientes retoma atividades leves já no dia seguinte ao procedimento. Confira o que esperar em cada fase:

Nas primeiras 48–72 horas

  • Leve desconforto local, sensação de ardência ou pressão — controlável com analgésicos comuns;
  • Pequeno inchaço na região perianal (esperado e transitório);
  • Recomendação de repouso relativo e evitar esforço físico intenso;
  • Higiene gentil com água morna após cada evacuação; secar com tecido macio (não papel áspero);
  • Alimentação leve e boa hidratação para facilitar a evacuação sem esforço.

Na primeira semana

  • O desconforto diminui progressivamente;
  • Retorno às atividades cotidianas leves é possível para a maioria dos pacientes;
  • Evitar banhos de imersão e piscina;
  • Seguir as orientações específicas da Dra. Andrea Pecci sobre medicamentos e cuidados locais.

Cicatrização completa

  • Com o laser de CO2, a cicatrização tende a ser mais rápida;
    • Com a técnica convencional, a cicatrização completa pode levar entre 6 e 8 semanas;
  • Retorno ao esporte e atividades físicas intensas: conforme liberação médica individual.

 

O plicoma removido normalmente não retorna no mesmo local. No entanto, novos plicomas podem surgir em outras áreas se as condições que os originaram (hemorroidas, fissuras, constipação) não forem tratadas. Além disso, a própria cicatrização pode formar plicomas residuais. Por isso, o acompanhamento coloproctológico após a cirurgia é parte essencial do cuidado completo.

Como prevenir o surgimento de plicomas anais?

A prevenção do plicoma anal passa, principalmente, pelo controle das condições que o originam: manter o intestino regulado, tratar hemorroidas e fissuras precocemente, e cuidar da higiene perianal de forma adequada.

  • Alimentação rica em fibras: frutas, legumes, cereais integrais e leguminosas regulam o trânsito intestinal e reduzem o esforço evacuatório — principal fator de risco modificável.
  • Hidratação adequada: no mínimo 1,5 a 2 litros de água por dia facilitam a consistência das fezes e protegem a região anal.
  • Não forçar a evacuação: ir ao banheiro apenas quando sentir vontade real, sem ficar longos períodos sentado no vaso.
  • Higiene perianal correta: lavagem com água morna e sabão neutro após evacuar; evitar papel higiênico áspero ou produtos com fragrância na região.
  • Tratar hemorroidas e fissuras precocemente: não esperar o quadro cronificar — quanto mais cedo o tratamento, menor a chance de sequelas como o plicoma.
  • Atividade física regular: contribui para a saúde intestinal e reduz a pressão venosa na região pélvica.
Hábitos que previnem o plicoma anal alimentação com fibras, hidratação e exercício físico regular

Quando devo procurar a Dra. Andrea Pecci?

Você não precisa esperar os sintomas se tornarem insuportáveis para buscar avaliação. A Dra. Andrea Pecci, coloproctologista em São Paulo, recomenda a consulta sempre que você:

  • Perceber qualquer saliência ou dobra de pele nova na região anal;
  • Sentir dificuldade de higiene ou desconforto persistente após evacuar;
  • Notar sangramento, dor intensa ou inchaço na região — mesmo que pequenos;
  • Tiver dúvida se o que está sentindo é um plicoma, uma hemorroida ou outra lesão;
  • Quiser avaliar a necessidade (ou não) de tratamento cirúrgico com segurança e informação;
  • Tiver histórico de hemorroidas ou fissura anal e quiser acompanhamento preventivo.

Mitos e verdades sobre o plicoma anal

❌ Mito: "Plicoma anal é hemorroida."

✅ Verdade: São condições diferentes. Hemorroida é uma veia dilatada; plicoma é apenas pele. Uma pode originar a outra, mas são estruturas distintas com tratamentos distintos.

❌ Mito: "Plicoma pode virar câncer se não for tratado."

✅ Verdade: Plicoma é uma lesão 100% benigna, sem potencial de transformação maligna. Não existe risco de câncer associado ao plicoma anal.

❌ Mito: "Posso remover o plicoma em casa com linha, tesoura ou cremes."

✅ Verdade: Tentativas de autoextração são extremamente perigosas e podem causar infecção grave, sangramento e complicações sérias. A remoção deve ser feita sempre por médico especialista, em ambiente adequado e com anestesia.

❌ Mito: "Todo plicoma precisa ser operado."

✅ Verdade: A maioria dos plicomas pequenos e assintomáticos não precisa de cirurgia. O tratamento é individualizado e depende dos sintomas, do impacto na qualidade de vida e da avaliação clínica do especialista.

❌ Mito: "Plicoma é uma DST — devo ter pego de alguém."

✅ Verdade: Plicoma anal não é infeccioso nem sexualmente transmissível. A confusão ocorre por semelhança visual com o condiloma acuminado (verruga anal, causada pelo HPV), que de fato é uma IST. São lesões completamente diferentes — o médico diferencia no exame físico.

Perguntas Frequentes sobre Plicoma Perianal

O plicoma anal tem cura sem cirurgia?

O plicoma existente não desaparece sozinho nem com cremes — ele é tecido cutâneo permanente. Porém, "cura" depende da definição: se o plicoma não causa sintomas, a conduta pode ser apenas observação. Se incomoda, a remoção cirúrgica é a única forma de eliminá-lo definitivamente. Medidas conservadoras melhoram o conforto mas não removem o plicoma.

Plicoma anal é a mesma coisa que verruga anal (condiloma)?

Não. O plicoma é uma dobra de pele benigna e não infecciosa, causada por inflamação prévia. O condiloma (verruga anal) é uma lesão causada pelo HPV, de origem viral, contagiosa e com aspecto rugoso característico em "couve-flor". O médico diferencia as duas lesões facilmente no exame clínico.

O plano de saúde cobre a retirada de plicoma anal?

Depende do plano e da indicação clínica. Quando a remoção é indicada por necessidade funcional (dificuldade de higiene, desconforto, associação com fissura), há cobertura por muitos planos de saúde. Quando o motivo é exclusivamente estético, a cobertura costuma ser negada. Recomendamos verificar diretamente com o plano após a avaliação médica, com o código do procedimento indicado pelo especialista.

O plicoma anal dói?

O plicoma em si não causa dor. Se houver dor na região anal, ela deve ser investigada para identificar uma condição associada — como fissura anal, hemorroida trombosada ou outra lesão subjacente.

Plicoma anal aparece durante a gravidez? Precisa tratar antes do parto?

Sim, é relativamente comum o surgimento ou agravamento de plicomas durante a gestação, principalmente em função da pressão pélvica aumentada e de episódios de hemorroidas gestacionais. Em geral, a conduta durante a gravidez é conservadora (higiene, medidas de conforto). A remoção cirúrgica, quando indicada, é preferencialmente realizada após o parto e o período de amamentação, com avaliação individualizada.

O plicoma volta depois de removido cirurgicamente?

O plicoma removido não retorna no mesmo local. Porém, novos plicomas podem surgir em outras áreas se as condições que os originaram — como hemorroidas recorrentes ou fissura anal crônica — não forem tratadas adequadamente. Por isso, o acompanhamento coloproctológico é fundamental.

Posso remover o plicoma anal em casa?

Nunca. Tentativas de remoção doméstica ou caseiras— com linha, tesoura, agulha ou qualquer objeto — são extremamente perigosas e podem resultar em infecção grave, sangramento intenso, necrose tecidual e cicatrizes permanentes. A remoção de plicoma anal é um procedimento médico e deve ser realizada exclusivamente por coloproctologista, em ambiente clínico, com anestesia adequada.

Quanto tempo dura a recuperação da cirurgia de plicoma?

Com a técnica a laser de CO2, a recuperação costuma ser mais rápida — a maioria dos pacientes retoma atividades leves em 24–48 horas. Com a técnica convencional (bisturi), a cicatrização completa pode levar de 6 a 8 semanas. O desconforto inicial é gerenciável com analgésicos simples e cuidados locais. Em ambos os casos, o procedimento é ambulatorial e o paciente vai para casa no mesmo dia.

Referências e fontes

  • Sociedade Brasileira de Coloproctologia (SBCP) — www.sbcp.org.br
  • American Society of Colon and Rectal Surgeons (ASCRS) — Practice Parameters for the Management of Hemorrhoids — fascrs.org
  • Ministério da Saúde (Brasil) — Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas — saude.gov.br
 
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Dra. Andrea Pecci

CRM 145440 – RQE 73941/69060 | Coloproctologista – São Paulo, SP

Médica coloproctologista especializada no diagnóstico e tratamento clínico e cirúrgico das doenças que afetam o intestino grosso, o reto e o ânus. Sua abordagem é marcada pelo acolhimento, pela escuta ativa e pela escolha preferencial de tratamentos minimamente invasivos — priorizando sempre o conforto e a qualidade de vida de cada paciente.

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